Assunto sério e imprescindível para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, o enfrentamento à violência sexual contra a população infanto-juvenil foi tema do encontro que reuniu moradores de Rio Branco do Sul - PR e educomunicadores da Ciranda – Central de Notícias dos Direitos da Infância e da Adolescência no início desta semana. O bate-papo aconteceu no salão da Igreja Matriz do município e teve o propósito de lembrar o 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes.
Disque 100
Cerca de 70 pessoas, entre estudantes de seis colégios estaduais, professores, representantes da Secretaria de Educação, e conselheiras tutelares e de direitos, conheceram mais a fundo tais violações de direitos que vitimizam meninas e meninos em todo o mundo. Conforme o educomunicador Edson Macalini, que esteve à frente da apresentação, a temática precisa ser amplamente debatida com efetiva participação da sociedade. Por meio da informação e conhecimento, a população quebra a barreira do silêncio e denuncia o abuso e a exploração sexual. Para tanto, o Brasil dispõe do serviço Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes (Disque 100), que encaminha e monitora denúncias de violência sexual contra meninas e meninos de todos os estados brasileiros. Já no Paraná, outra ferramenta de denúncia é o Disque 181.
Para alunos e mestres, a oportunidade foi de conhecer as diferenças entre abuso e exploração sexual, que comumente são confundidas, mas que possuem características peculiares. Assim, o abuso acontece principalmente em espaços sociais onde vive a criança e o adolescente, como a sua própria casa, escola, clube etc, além de ser cometido, na maioria das vezes, por pessoas que convivem com as vítimas. Já a exploração sexual comercial consiste na utilização de crianças e adolescentes em atividades sexuais remuneradas. Esta última depende ainda de uma silenciosa rede articulada de aliciadores e clientes que pode incluir seqüestro e tráfico de crianças e adolescentes.
Mobilização
Além de materiais disponibilizados pelo Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes para a campanha “Faça Bonito”, como camisetas, bottons, adesivos e folders, os participantes ficaram com a missão de replicar em suas escolas o debate em torno da violência sexual contra a população infanto-juvenil. Para a aluna da 7ª Série do Colégio Estadual Shirlene de Souza Rocha e participante do projeto “Luz, Câmera Paz... Na Escola!", desenvolvido pela Ciranda com patrocínio da Votorantim Cimentos, Inês Caroline Jovinski, o assunto não deve ficar restrito ao evento realizado no salão da Igreja Matriz. “Não adianta só debatermos, precisamos espalhar essas informações”, afirmou a adolescente. Desse modo, o 18 de Maio também foi lembrado no colégio de Inês onde os estudantes e professores que estiveram presentes na palestra realizaram mini-debates em cada uma das turmas.