| Mídias
Conhecer as características de cada mídia nos ajuda a analisar
de forma crítica o conteúdo difundido por elas, assim como
permite explorar de maneira mais ampla os seus recursos tecnológicos.
Confira algumas informações básicas sobre os meios
de comunicação.

A invenção dos meios de comunicação impressos
foi um grande passo no processo de democratização do conhecimento.
Aqueles que têm acesso e interesse pela informação
publicada nos mais diversos formatos - livros, revistas, gibis, fanzines,
informativos, jornais - estão diante de um grande universo de informações
e conhecimento.
Porém, ainda hoje, dois séculos depois da invenção
da prensa de tipos móveis de Gutenberg, a maior parte da população
mundial tem pouco acesso aos livros e à informação
veiculada em jornais diários. Nos países em desenvolvimento,
o custo das publicações é alto e o acesso a acervos
públicos limitado.
Jornal
Atualmente, circulam no Brasil aproximadamente 125 jornais diários
(segundo dados da Associação Nacional dos Jornais ANJ). Diariamente,
são vendidos 6.972 exemplares (64.2 exemplares por mil habitantes,
considerando somente a população adulta), número muito
abaixo do de países considerados desenvolvidos.
Fanzine
Nada mais é do que um jornal artesanal, mas, diferentemente dos
periódicos, não tem a intenção de lucro. O
fanzine é produzido pela simples paixão pelo assunto enfocado.
Pode trazer textos diversos, histórias em quadrinhos, reprodução
de histórias em quadrinho antigas, poesias, divulgação
de bandas independentes, contos, colagens, experimentações
gráficas, enfim, tudo que o "editor" julgar interessante.
Jornal Mural
Uma ótima alternativa para quem pretende produzir comunicação,
mas não tem a estrutura ou os recursos necessários para
a impressão de um jornal. Como no fanzine, os conteúdos
ficam a cargo de quem os produz. É possível fazer um jornal
mural na escola, no bairro, em igrejas ou outras instituições.
Basta ter papel, cola, tesoura, caneta e, claro, vontade de produzir.
Foi criado em meados do século XIX e chegou ao Brasil oficialmente
em 1922. Hoje, é o segundo meio de comunicação de
maior alcance no País, perdendo apenas para a televisão.
Em 2001, 88% dos brasileiros ouviam rádio (AM ou FM) pelo menos
uma vez por semana, segundo pesquisa da Ipsos-Marplan. As rádios
servem tanto para veicular notícias, como músicas e propagandas.
Na América Latina, há, em média, uma emissora de
rádio para cada 17 mil ouvintes. Atuam no Brasil, aproximadamente,
três mil emissoras comercias de rádio, além de muitas
rádios comunitárias.
Rádio Comunitária
É um tipo especial de emissora de rádio de alcance geralmente
restrito à comunidade, criada para divulgar suas informações,
culturas, idéias, hábitos sociais, entretenimento e opções
de lazer. Sem fins lucrativos, a rádio comunitária deve
ajudar a melhorar as condições de vida da população.
Cabe à comunidade exigir seu espaço e voz nestas rádios.

Causou uma mudança radical na história da comunicação,
porque permitiu maior acesso à informação, levando
imagens ao público com comodidade e agilidade. Com mais de 70 anos
de vida, a televisão continua atraindo um grande público.
É raro encontrar residências que não possuem um aparelho
televisor.
Desde sua criação, esse meio passou por diversas inovações
tecnológicas, de programas gravados em rolos para transmissões
digitais via satélite; da edição à base de
tesoura e cola, para a facilidade em se editar videoclipes com dezenas
de cenas diferentes. Hoje existem programas de todos os tipos: jornalísticos,
novelas, de auditório, shows, reality shows etc. Basta zapear o
controle remoto para constatar a diversidade de opções de
programação.
Porém, a TV também é bastante criticada por aqueles
que a vêem como um meio de alienação social. Já
outras correntes de críticos e pesquisadores afirmam que o telespectador
tem o arbítrio para ver o que quiser, ao mesmo tempo em que tira
suas próprias conclusões a respeito do que vê.
TV de Rua
É a produção de vídeos com a participação
da população. Sua transmissão ocorre em espaços
públicos (praças, ruas, postos de saúde, creches
escolas, centros comunitários, associação de bairro,
sindicato, ginásios esportivos, hospitais etc.) e é destinada
à comunidade. Para fazer a TV de rua, instala-se um telão
em um local de grande circulação de pessoas e exibem-se
os vídeos produzidos.
Com propósitos educativos e culturais, surge dos movimentos sociais
que buscam a utilização do vídeo como meio facilitador
do processo de tomada de consciência e mobilização
da comunidade. A proposta é provocar, por meio da TV de rua, o
debate de questões de interesse da comunidade nos espaços
públicos da cidade, principalmente aqueles que não aparecem
nas TVs comerciais.
(Fonte: Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo)
TV Digital
Atualmente, a transmissão de televisão aberta é realizada
de forma analógica. As antenas de nossas TVs captam sinais eletromagnéticos
que, dentro do televisor, são novamente convertidos em imagens
e sons. Em breve, a televisão vai passar por uma grande transformação:
ao invés de receber sinais eletromagnéticos, receberão
sinais digitais. Com isso, a qualidade será igual a dos DVDs, ou
seja, não haverá mais os "chuviscos" e ruídos
característicos das transmissões de TV analógica.

A rede mundial de computadores é capaz de interligar pessoas em
qualquer lugar do mundo com baixo custo e alta velocidade. A comunicação
entre computadores permite a troca e o acesso a textos, imagens, áudio
e vídeo, facilita o trabalho e aumenta a possibilidade de relações
pessoais.
Tudo isso foi possível pelo desenvolvimento de uma linguagem comum
da informática, conhecida pelas siglas TCP/IP (Protocolo de Controle
de Transferência/Protocolo Internet).
Hoje, a Internet é estruturada a partir de máquinas com
grande poder de processamento e conexões velozes, chamadas de servidores
e controladas por universidades, empresas e órgãos governamentais.
As informações saem dos computadores pessoais e são
redirecionadas pelos servidores, o que reduz os custos. Uma mensagem para
o colega de trabalho ou para alguém na China tem, por isso, o mesmo
custo.
Blog
É um registro freqüente de informações na internet.
A maioria das pessoas utiliza os blogs como diários virtuais, mas
eles podem ter qualquer tipo de conteúdo. Uma das vantagens dessa
ferramenta é permitir que os usuários publiquem informações
sem a necessidade de saber como são construídas páginas
na internet, ou seja, sem conhecimento técnico. Mas quem já
possui um site também pode aproveitar uma ferramenta de blog para
atualizar seu conteúdo de maneira rápida
Fotolog
É um blog de fotos. Permite que você coloque fotos na internet
com facilidade e rapidez.
Fórum Virtual
É um espaço na rede que permite o encontro não presencial
de pessoas, a divulgação de opiniões, o debate sobre
temas polêmicos e as críticas.

A fotografia é a linguagem pela imagem. Uma imagem pode transmitir
mensagens, informações e sentimentos que palavras não
dariam conta de transmitir.
Por muito tempo a fotografia foi entendida como reprodução
da realidade. O reconhecimento das motivações e valores
distintos de cada indívíduo, inclusive o fotógrafo,
foi fundamental para entender a intencionalidade do registro fotográfico
ao escolher registrar um fato de uma forma e não de outra.
É importante termos em mente as seguintes questões quando
nos deparamos com uma fotografia - principalmente o fotojornalismo e o
fotodocumentário: quem a produziu, a partir de qual classe social,
de qual grupo cultural, para quem foi produzida e com quais intenções?
Com estes questionamentos o retrato fotográfico poderá ser
lido e interpretado de forma mais crítica.
Hoje em dia, com as facilidades da fotografia digital, uma imagem pode
facilmente ser feita e enviada para o mundo todo em questão de
minutos. Este fato potencializa ainda mais o poder de transformação
que uma imagem pode desencadear.

Divulgação paga e planejada de mensagens veiculadas em revistas,
jornais, televisão e outros meios de comunicação,
com o objetivo de persuadir as pessoas a comprar determinado produto ou
utilizar determinado serviço
Todo jornal sobrevive graças à propaganda. Inerente aos
diferentes cadernos do jornal ou em encartes, ilustrada ou fotografada,
ela também constitui um elemento de leitura do nosso cotidiano
para o leitor se localizar e informar a respeito das ofertas do mercado.
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