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O olhar do jovem – Fórum de Professores – Como podemos envolver a comunidade escola no enfrentamento da violência sexual?

* Alane Valente da Costa, Tamires Duarte Dantas e Vanessa Silva Magafá

Fórum realizado dia 18 de abril, no auditório da Fafipar em Paranaguá-PR, reuniu educadores e estudantes do município, de Colombo, Curitiba, São Paulo, jovens e monitores do projeto Navegando nos Direitos.

Veja qual era a expectativa dos convidados pela manhã:

Sara está formulando um projeto com os jovens, para ter envolvimento destes nos assuntos que estão em evidencias – droga, DST’s. “Quero aprender muitas coisas e ver como está a ações dos jovens”, diz Sara.

“Espero que dê uma clareada em nossa mente”, Francis Lima, pedagoga da Fafipar.
“Espero novidades e soluções e formar cidadãos críticos”, Bianca Lopes, estudante.

“O jovem é a semente e tem que germinar numa terra fértil, e o papel do educador éese: fazer a terra fértil”, Aglaci, pedagoga.


Os jovens entraram fazendo muita bagunça para chamar a atenção de todos os presentes para apresentar o jornal “Nossa Kra”, o jornal feito pelos jovens. Então explicaram quais foram as dificuldades, objetivos do jornal, as experiências e falaram também um pouco sobre a relação entre os jovens e os professores. Logo após os jovens começaram a cantar um rap feito por eles mesmos enquanto entregavam um exemplar do jornal a cada um dos presentes.
Com o lançamento do Jornal “Nossa Kra” feito pelos monitores do projeto “Navegando nos Direitos” todos se animaram. O jovem Dú Rap cantou e animou os convidados com sua música “Todo mundo tem o direito de sonhar”.

“É um sentimento de satisfação, de empolgação. Pois a união de vários jovens foi resultado desse adorável jornal, que expressa nossos sonhos".

Na entrada os jovens convidaram os educadores para assinar o jornal mural onde havia duas perguntas: “Que educador eu sou?” e “que educador eu quero ser?”.

Em uma dinâmica todos foram divididos em grupos de acordo com a localização dos bairros para apontar três pontos positivos e negativos para a localidade deles, e depois apontar as soluções na busca de soluções ao problema da violência sexual infanto-juvenil.

Um dos temas do Fórum foi: O Papel do educador como cidadão. Esse tema ressaltou a integração com a comunidade e a importância do diálogo entre o educador e o aluno. Selma Meira, do Núcleo Regional de Educação de Paranaguá, afirmou: “O educador deve dizer ao aluno: conte-me e vou esquecer. Mostre-me e vou levar me levar. Envolva-me e vou entender.” O jovem precisa de voz e vez.

Em primeiro lugar, foi destacado que o professor tem que estabelecer um círculo com o aluno que sofre violência e sondar sem despertar suspeita. Tem que estar preparado para reconhecer as sinais que a criança leva à aula.

O programa Sentinela, um dos participantes do Fórum de Professores, presta apoio a esses crianças e adolescentes vítimas de violência . Ajuda e orienta a família e trabalha com o agressor. Presta atendimento, fazem visitas regulares à famílias que tem esse problema.

Já passava das 17h e o fórum terminou e todos foram para suas cidades com experiências para contar a todos.

*Alane, Tamires e Vanessa são estudantes de Paranaguá/PR. Elas são jovens comunicadoras do projeto – sua voz está registrada no jornal Nossa Kra.