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O enfrentamento da violência entra no debate dos jovens parnanguaras

Durante o encontro os jovens participantes do projeto Navegando nos Direitos ouviram depoimentos de jovens em privação de liberdade, entrevistaram um ao outro e fizeram fanzines


A violência entrou na roda de debates dos adolescentes e jovens participantes do projeto Navegando nos Direitos. E enfrentamento da violência, a compreensão dos diversos tipos de violência e como as pessoas são atingidas foram o tema da oficina realizada pelo Projeto Navegando nos Direitos, no dia 22/03, no colégio Estadual José Bonifácio, em Paranaguá.

A oficina reuniu estudantes de oito colégios da cidade, permitindo que jovens de realidades de diferentes regiões debatessem sobre as violências presentes em cada comunidades.

"No meu bairro, a gente sai no portão, vê na esquina tem um monte de piá correndo pra cima e pra baixo atrás de droga, atrás de ponto, com coisas dos outras pra trocar, vender por drogas." Cibele Vaz, estudante do Colégio Dídio Viana, Paranaguá/PR

Pela produção de fanzines, os jovens questionaram a forma como os meios de comunicação fazem a cobertura sobre a violência. Um dos pontos levantados foi que agressões como corrupção e degradação do meio ambiente não são noticiadas como violência.

"Eu acho que o jornal não mostra a verdadeira realidade, a realidade ele não mostra, verdadeira que está se passando". Nicoly Paiffer, estudante do Colégio Helena Sundim, Paranaguá/PR

Os jovens também expressaram no material produzido as falhas do poder público no cumprimento dos direitos das crianças e adolescentes, descritos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O não-cumprimentos de papéis também foram analisadas por eles como exemplos de violência.

Depoimentos de jovens em privação de liberdade, internos em Centros de Sócio-Educação de Curitiba e Fazenda Rio Grande, região metropolitana da capital, foram exibidos durante a atividade. Os relatos de situações violentas sofridas na infância e as expectativas e sonhos de cada jovem privado de liberdade provocou a discussão sobre os reflexos de um ambiente de agressões.

"A gente vê a realidade, no bairro do lado ao que eu moro é um bairro muito pobre, muito carente, falta mesmo um projeto de infra-estrutura e lazer". Bruno Tizzoni, estudante do Instituto de Estadual Educação, Paranaguá/PR